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Livre de HIV e curado de um câncer, homem surpreende a medicina

Há cinco anos, o californiano Paul Edmonds foi submetido a um transplante de medula que possibilitou o tratamento das duas doenças

Divulgação/City of Hope

HIV
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Paul Edmonds, californiano de 68 anos, enfrentou uma jornada desafiadora contra o HIV e a leucemia mielóide aguda, um tipo de câncer no sangue. Diagnosticado com HIV em 1988, Edmonds viveu com a doença por 31 anos, sobrevivendo a uma época em que o diagnóstico significava quase uma sentença de morte. Em 2018, recebeu o diagnóstico de leucemia mielóide aguda, ampliando sua batalha de saúde.

Em 2019, Edmonds passou por um transplante de medula óssea, tratamento que se revelou como um divisor de águas. O procedimento não só tratou sua leucemia, mas também apresentou a possibilidade de cura para o HIV. O transplante envolveu células-tronco de um doador compatível que possuía uma mutação genética rara chamada CCR5 delta-3, conferindo resistência ao HIV.

Os médicos envolvidos no caso de Edmonds, relatado na revista científica New England Journal of Medicine, destacaram que as células-tronco doadas substituíram completamente a medula óssea e as células do sangue de Edmonds. Desde então, ele não apresentou sinais de câncer nem de HIV.

A combinação única de tratamento não apenas tratou o câncer, mas também ofereceu a perspectiva de cura para o HIV. No entanto, o procedimento é de alto risco e não é recomendado como tratamento padrão para o HIV. É reservado para pacientes com cânceres do sangue potencialmente fatais, com a possibilidade adicional de curar o HIV.

A médica Jana Dickter, da City of Hope, hospital onde Edmonds foi tratado, enfatizou a importância desse caso, destacando que para aqueles que necessitam de transplante de células-tronco para tratar o câncer, a possibilidade de remissão do HIV simultaneamente é notável.

Curado do HIV?

Atualmente, Edmonds está oficialmente em remissão do câncer e aguarda mais dois anos para ser considerado “curado” do HIV, marcando cinco anos desde que parou oficialmente de tomar antirretrovirais. Seu caso é um marco significativo na busca por tratamentos inovadores e na compreensão das interações entre HIV, câncer e transplante de células-tronco.

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