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Caverna utilizada como cemitério também foi usada por Neandertais

Segundo arqueólogos, uma necrópole pode ter sido usada por Neandertais.

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caveira Neandertal
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Há cerca de 7000 anos, humanos antigos que viviam no nordeste da Espanha, enterraram seus mortos nas profundezas de uma caverna. Com isso, uma necrópole foi formada e agora arqueólogos estudam a possibilidade dela ter sido usada também por Neandertais.

A Cova dels Xaragalls (Caverna das Ravinas) foi usada como um cemitério coletivo, segundo o arqueólogo Antonio Rodríguez-Hidalgo, pesquisador do Instituto Catalão de Paleoecologia Humana e Evolução Social (IPHES) e do Instituto de Arqueologia de Mérida, em entrevista ao Live Science.

Segundo ele, o início dos enterros em valas comuns começaram há cerca de 7000 anos, no período Neolítico e se estenderam até o período da Idade do Cobre e Idade do Bronze, que acabou na Espanha cerca de 3000 anos atrás.

Escavações na Cova dels Xaragalls e Neandertais

Fotos: Alfredo Suesata /IPHES-CERCA

Ela se encontra na região da Catalunha, a cerca de 90 quilômetros de Barcelona e foi alvo de grandes pesquisas ao longo do século XX. As últimas pesquisas revelaram que a usabilidade dela é ainda mais antiga do que se esperava.

Além da utilização durante o Neolítico, até a idade do Bronze, as escavações mais atuais revelaram ossos de cabras-selvagens e carvão na caverna datados de mais de 45 mil anos. Neste período, os residentes eram os Neandertais.

Segundo Antonio, mais escavações e estudos vão ser realizados para entender se os Neandertais também a usaram como cemitério coletivo para sepultamentos ou se apenas foram utilizadas como abrigo.

“No momento, temos algumas datas que nos permitem compreender que a caverna foi usada como tumba durante milênios. Agora temos que decidir se foi contínuo ou não — precisamos realizar uma datação abrangente por radiocarbono para esclarecer este ponto”.

Expectativas

A expectativa para as últimas descobertas é estudar os costumes funerários e como eles podem ter variado no decorrer da história.

“Estamos fazendo análises de DNA antigo, análises de cerâmica, estudos paleoantropológicos e analisando a composição e origem dos metais que encontramos como bens funerários”, disse Antonio.

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